FAAO - Faculdade da Amaznia Ocidental

Alunos de Psicologia da FAAO participam de mesa redonda sobre suicídio

Com o tema “Do acolhimento ao encaminhamento: atendimento à pessoa com comportamentos suicidas”, um treinamento em forma de mesa redonda foi realizado pelo curso de Psicologia da Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO), através de sua Clínica Escola, em parceria com o Núcleo de Prevenção ao Suicídio do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), nesta terça-feira (7).

O evento que reuniu dezenas de estudantes dos últimos anos de graduação da referida instituição, para promover discussões sobre o comportamento suicida, ideações e práticas interventivas, aconteceu no espaço que oferece atendimentos psicológicos gratuitos à comunidade, por meio dos clínicos aspirantes que colocam em prática as habilidades desenvolvidas ao longo da formação.

De maneira não muito formal, as psicólogas responsáveis pelo Núcleo do Huerb, Andrea Villas Boas e Josiane Furtado, e as psicólogas e docentes da FAAO, Djeane Santana e Kelly Albuquerque (também coordenadora do curso), dirigiram o momento e fizeram apontamentos e explanações pertinentes sobre a temática.

De acordo com Kelly, a ação objetiva trazer aos acadêmicos algumas contribuições dos profissionais que atuam diretamente com a demanda.

“A partir dessa parceria firmada com o Núcleo de Saúde Mental do Huerb, nós pensamos que a troca de experiências dos profissionais com os alunos, seria interessante. E foi. Satisfatoriamente, os nossos clínicos em formação conseguem hoje, com a contribuição de vários setores da saúde, atender uma necessidade que é dar conta dos casos de suicídio e de tentativa que surgem neste cenário, onde é tão comum encontrar pessoas em situação de sofrimento”, destacou.

A Clínica Escola de Psicologia, pioneira no estado, atende anualmente mais de 1000 pessoas, com queixas variadas, incluindo ideações e/ou tentativas de suicídio.

A Psicóloga Andrea Villas Boas salientou que a oportunidade garante um acesso mais amplo ao tema, que ainda é visto com “preconceito”.

“É mais uma oportunidade de abrir o leque de informações científicas e úteis sobre o suicídio, que é um tema ainda visto com muito preconceito pela sociedade. Nós atendemos diariamente no Huerb, pessoas com o pensamento de tirar a própria vida ou, na maioria das vezes, com tentativas, que configuram sofrimento agravado. Por isso, queremos trazer aos alunos e receber deles, contribuições que possam nos levar a um exercício ético e eficaz de profissão frente à demanda”, disse.

Na ocasião, também foram abordados os transtornos mentais relacionados à atitude e os fenômenos psíquicos que interferem no processo que a suicidologista Karina Fukumitsu chama de “morrência”.

“Quando nos reunimos para falar sobre o suicídio e abrimos possibilidades para o cuidado dessas pessoas que estão nesse enfrentamento, o que salta de nós é também a humanidade, que deve atravessar todo o nosso trabalho, como terapeutas, aprendizes, cientistas e cuidadores”, enfatizou o coordenador da Clínica, João Auricélio.

Confira a galeria: